Quinta-feira, 6 de Janeiro de 2005

Sweet, sweet, sweet*

sweet little agony

I don't know just where you've been

But I'll take take take

All that you have for me

In sin



Where are we going?



And they all want you to change

And they all want you to change



And the sad sad sad

All the sad faces drown

In this town

Where are we going?



And they all want you to change

Where are we going?

And they all want you to change

Where are we going?


Declaro aberta a semana da angústia neste blogue.


Este blogue, no fundo, tem-se lembrado, de forma recorrente e de há uns tempos para cá, de certo filme - ou talvez episódio do Twiligh Zone, não sei precisar - em que uma senhora encontrou algures um... não sei explicar como deve de ser. Era um artefacto que a senhora punha ao pescoço e que lhe dava, automaticamente, um poder fabuloso: quando a senhora dizia "stop" (falava inglês), o tempo parava; o mundo parava. Ficava ela sozinha, circundada por um mundo de estaticidade, livre para fazer o que quisesse, sem que ninguém se mexesse, sem que um segundo só avançasse no tempo. Uma coisa extraordinária. Por exemplo, uma vez ela estava no supermercado, nas prateleiras dos cereais ou dos detergentes, estou perdida neste ponto, e agarrou-se a uma embalagem. Conforme ela se agarra, vem outra por trás e agarra-se à mesma embalagem. Vai daí, a poderosa (epitetemo-la assim) pede-lhe, com delicadeza e alguma comiseração à mistura, que lhe devolva a embalagem, resposta que a outra não adjudica. Não só não adjudica, como ainda se torna agressiva e mal-educadona, a coitadinha. A poderosa não faz mais nada, como se imagina. Diz apenas "stop", e a outra, bem como todos os transeuntes e afins ficam estagnadíssimos. A poderosa agarra e vai-se embora. Sem pagar e tudo, a espertalhona. Tudo ali estático... Até os pássaros ficavam estáticos. Ai, ficavam estáticos, mas não sabiam! Não: eles ficavam congelados, digamos, naquele momento em que a poderosa dizia "stop". Nem sequer se apercebiam de nada, o que era maravilhoso. Para tudo voltar ao normal, a poderosa teria de dizer qualquer coisa, de cujo conteúdo também não me lembro. Começava tudo do ponto em que estava, à hora que estava, no sítio onde estava.


E porque é que este blogue se tem lembrado recorrentemente disto? Não o blogue em si, mas eu. Eu. Eu, assim é que é. Porque é que me tenho lembrado recorrentemente disto? Porque é mesmo do artefacto da poderosa que estou a precisar, óbvio. Três mesinhos de stop e não se falava mais nisto.






*Música dos Smashing Pumpkins.
publicado pela batukada às 11:06
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