Quarta-feira, 23 de Junho de 2004

Recordar é vibrar – Ode à Casal Boss

Daqui a uns dias, assistirei, com bastante soluço e ranhoca – é triste, mas sinto-me completamente impotente no que à feitura de textos com alguma seriedade diz respeito –, ao primeiro casamento do meu grupo de amigos. A Célinha e o Marcos juntam os trapos aos olhos do Senhor daqui a, precisamente, menos de três comoventes semanas, e é bonito. É de uma emoção que não se pode esconder, nem tão-pouco apaziguar. Deixa bradar esta mega-união aos céus, por favor!

Ao mesmo tempo, a ocasião que se aproxima faz-me aperceber do tempo que já passou; de como há bem pouco tempo não se pensava no acto de anagalhar; de como isto anda tudo muito depressa; de como hoje és filho e amanhã és pai... Enfim, vejo-me, com isto tudo, a retrospectivar uma época que qualquer pessoa normal, onde eu me incluo, considera que nada tem para ser retrospectivada: os 13-14 anos. Olha, é a primeira vez que tenho a nostalgia dos meus 13-14 anos, confesso. Até porque nunca tive distanciamento temporal suficiente para o fazer. Mas ando numa nostalgia tal, que ontem mesmo ouvi, por acaso, uma música dos Toranja e achei-a bonita (ai...). Não faço ideia de que música se trata, mas dizia “amar” e “tremer”. Bonito e suavezinho. Bolas...

Bom, acontece, pois, que a atónita efeméride que está aí a bater à porta me trouxe, de repente, à memória e acompanhado de muita alegria e aconchego inexplicáveis, o meu único desejo dos 13-14 anos: uma Casal Boss preta, com as letras a dourado.

Vrrrm, vrrrm, vrrrm! Vrrrrrrrrrrrrrrrmmmmmmmmmmm! Como eu sonhava com aquilo... Sentia-me bem naquele desejo, assim como me tranquiliza agora recordá-lo. Imaginava-me a chegar à praia (juro) de Casal Boss e do brilharete que isso seria (juro). Nunca tive uma Casal Boss, como é óbvio*, e só agora é que interiorizo isto, mas não fiquei traumatizada. Não sei porquê, mas sabe-me bem esta confrontação com a decepção da Casal Boss. Lido bem com as decepções, esta é que é a verdade. Até porque há compensações e até porque a tendência é avançar pelo caminho certo. É bom ter a certeza do desejo e é bom ter a certeza da concretização e, que diabo, faz bem lidar com a decepção. E é, sobretudo, boa e inexplicável a certeza da concretização do casamento de 10 de Julho, que coisas tão encantadoras me tem feito sentir. É bom.



Para os meus queridos noivos, de quem tanto gosto, entoações eternas de amor e devoção, desejos e concretizações. Para mim, uma Road King Custom. Já!





*uma Casal Boss... palise...

publicado pela batukada às 20:47
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