Terça-feira, 10 de Julho de 2007

O meu primeiro exercício democrático orientado para as autárquicas

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Relativamente ao debate de ontem, aguentei até ao início da terceira parte, mas depois adormeci, embalada pela voz do Telmo Correia. Ora, tanto quanto me é dado a saber, aquele nariz do Telmo Correia não existia; os cartazes e mesmo os noticiários televisivos não o acusavam. Até ontem. É um nariz do mesmo género do do Carmona Rodrigues: grande, esbatido na ponta, oleoso e bexigoso (o do Carmona é mais bexigoso, contudo), o que parece não coadunar-se com o tipo de cara que tanto um quanto o outro apresentam: ovalada, com final afunilado (ainda que o Telmo Correia comece já a despontar umas bochechinhas redondinhas e queridinhas). Ora, há aqui uma dissonância estética entre cara e nariz, e o eleitor sabe que Lisboa não precisa de dissonância estética. Bom, esta dissonância não se vê suceder com António Costa e Ruben de Carvalho, por exemplo, que apresentam um nariz também da família dos arredondados, mas de confiança: são proporcionais ao resto das caras de cada um deles, ambas arredondadas. Têm os chamados "narizes bem postos". Contudo, o Ruben de Carvalho não tem pescoço, e o eleitor sabe que Lisboa não precisa de pessoas sem pescoço, e é provável que a descoloração que o António Costa apresenta nos dentes inferiores seja pedra. Mas aqui tenho dúvidas de que seja mesmo pedra, e o eleitor sabe que Lisboa não precisa de dúvidas. Existe consonância estética nas caras dos seguintes candidatos: Garcia Pereira (belo cabelo), Quartin Graça, rapaz do PNR, fadista, Fernando Negrão e o Zé. Não significa isto porém que sejam bonitos. Bom, o esteticamente consonante Zé é bonito, mas tem uma graduação de lentes bastante elevada, com tendência a subir, e o eleitor sabe que Lisboa não precisa de ceguinhos. Nenhum dos restantes consonantes é, de facto, bonito, e o eleitor sabe que Lisboa não precisa de não-bonitos. O Manuel Monteiro faz lembrar a gorda dos Gossip: é muito histérico, e o eleitor sabe que Lisboa não precisa de histéricos. A Helena Roseta, por sua vez, não a vi. Portanto, não sei dizer, só sei é que o eleitor sabe que Lisboa não precisa de invisíveis.

De maneira que ainda bem que não estou recenseada em Lisboa.
publicado pela batukada às 16:37
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