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senão o António Sérgio não teria morrido. Fica com a PJ, guru, e descansa em paz.
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O b fachada vai estar esta quinta-feira a dar um concerto no bonito Museu da Música. Um concerto a não perder, reparem: http://www.myspace.com/bfachada. Nem coincide com o jogo do Benfica e, no entanto, fica ali tão perto do Estádio da Luz, o que para mim é totalmente indiferente, na medida em que o meu coração é coração de leão e, como tal, não vou à Luz. Mas vou ao Museu da Música. Gostava de ter a coragem para me aproximar do b fachada e dizer-lhe que tenho uma amiga que tem um pónei verdadeiro a viver no jardim dela.
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O Pedro Lomba e o Pedro Mexia, os dois homens mais deslincados do País, voltam à carga. O Pedro Mexia fala-nos das coisas dele; o Pedro Lomba fala-nos da amizade. Bonito. Vou segui-los com atenção, na esperança de, daqui a cinco meses, voltar a deslincá-los novamente.
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As férias acabaram há já duas semanas. O Alentejo deu-nos música do melhor. O Algarve banhou-nos com águas estupidamente quentes e deu-nos anchovas, ferreiras e bicas. Chega de saudade. O Virgílio Castelo está neste momento a dizer na televisão que é do signo peixes, com ascendente em carneiro. O filho do Fialho Gouveia pergunta-lhe "então, isso faz de ti um homem quê?". Um homem com fé nas energias do universo, ora pois claro. Chega de saudade.
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(estariam a gozar com quem, estes?)
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Ragusa Ibla fica na Sicília, perto da cidade de Siracusa, no sudeste da ilha, mais propriamente. Foi o sítio que mais me impressionou, sem nunca ter conseguido explicar muito bem porquê (afinal, Taormina é tão deslumbrante (ainda que só lá de cima); Segesta é tão deslumbrante (de todos os lados), Cefalú, Palermo e Catânia têm tanto encanto; o catano do vulcão é tão deslumbrante). Até que li as Cidades Invisíveis do Italo Calvino, e cujos excertos pespeguei aqui ainda há pouco tempo. Pois nesse momento percebi que me dediquei, em Ragusa Ibla, a apreciar também o lado da cidade que não via, a falar do que se passava por ali, do que lá vivi ou viveria, sem saber se assim era mesmo, sem nunca lá ter vivido. Parecia que a conhecia bem e de há muito tempo. Apercebi-me de que Ragusa foi o único sítio invisível onde estive até à data. Tenho muitas saudades de sentir isso, essa invisibilidade das coisas. E tenho muitas saudades de Ragusa.
Os meus 29 anos foram do cacete. Dos que mais marcaram a minha existência até à data. À data que corresponde ao dia de hoje: o dia do meu trigésimo aniversário.

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Todos os meses recebo a Mística em casa, revista que conta as emocionantes novidades e histórias riquíssimas do Benfica, esse glorioso clube magnífico cheio de mística de tão vermelho, cá está, ninguém consegue explicar, logo é mística que tem este clube, este clube cheio de fãs, esta espécie de Slayer do mundo desportivo. Místico. Ou mais, ou mais.
De modo que não sei, achei que o título deste post se adequava.
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– Os outros embaixadores avisam-me de carestias, de peculatos, de conjuras, ou referem-me minas de turquesas novamente descobertas, preços vantajosos das peles de marta, propostas de fornecimentos de lâminas adamascadas. – E tu? – perguntou a Pólo o Grão Kan. – Tornas de países igualmente remotos e tudo o que sabes dizer-me são os pensamentos que vêm à ideia de quem apanha fresco à tardinha sentado à soleira da porta. Então para que te serve tanto viajar?
– Anoitece, estamos sentados na escadaria do teu palácio, sopra um vento suave – respondeu Marco Pólo.
n' As Cidades Invisíveis, do Italo Calvino.
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Mano, a gente cantava bué esta. Iá.
(Bye-bye) Don't turn around cause you might see me cryyyyyyinng....
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O Michael Jackson morreu, e eu não sei bem o que faça ou como faça. Se vá lanchar, se vá à casa de banho, se vá para casa. Enfim, é complicado andar num mundo onde já não existe o Michael Jackson. Michael Jackson. O Michael Jackson morreu. Eu nem sabia que lhe corria sangue nas veias, quanto mais que podia morrer. Está tramado, isto... Estou de tal forma que estou capaz de postar o Heal The World.
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Resposta à corrente passada à minha pessoa pela fixe Helena. Funciona da seguinte forma: 1. put your itunes/ ipod (or your mp3 player of choice) on shuffle.; 2. for each question, press the next button to get your answer; 3. YOU MUST WRITE THAT SONG NAME DOWN NO MATTER HOW SILLY IT SOUNDS!). Ora:
IF SOMEONE SAYS "IS THIS OKAY" YOU SAY?
Televators (The Mars Volta)
WHAT WOULD BEST DESCRIBE YOUR PERSONALITY?
Wouldn't it be nice (The Beach Boys)
WHAT DO YOU LIKE IN A GUY/GIRL?
Jesus save (Slayer)
WHAT IS YOUR LIFE'S PURPOSE?
Ed is dead (Pixies)
WHAT IS YOUR MOTTO?
Third measurement in C [Acoustic] (Saosin)
WHAT DO YOUR FRIENDS THINK OF YOU?
Y (Obedientbone)
WHAT DO YOU THINK ABOUT OFTEN?
I gotta survive (Sham 69)
WHAT IS 2+2?
Hate breeds hate (Refused)
WHAT DO YOU THINK OF YOUR BEST FRIEND?
On the other side (The Strokes)
WHAT DO YOU THINK OF THE PERSON YOU LIKE?
Amazon (M.I.A)
WHAT IS YOUR LIFE STORY?
Soul sucking jerk (Beck)
WHAT DO YOU WANT TO BE WHEN YOU GROW UP?
The streets of america (Bad Religion)
WHAT DO YOU THINK WHEN YOU SEE THE PERSON YOU LIKE?
Shake bounce break (The Chemical Brothers)
WHAT DO YOUR PARENTS THINK OF YOU?
She said she said (The Beatles)
WHAT WILL YOU DANCE TO AT YOUR WEDDING?
Dança da ventoinha (Bonde do Rolê)
WHAT WILL THEY PLAY AT YOUR FUNERAL?
Promentalshitbackwashpsychosis Enema Squad (Funkadelic)
WHAT IS YOUR HOBBY/INTEREST?
Li' Devil (The Cult)
WHAT DO YOU THINK OF YOUR FRIENDS?
Motorbreath (D.O.A)
WHAT'S THE WORST THING THAT COULD HAPPEN?
Wart hog (The Ramones)
HOW WILL YOU DIE?
In a graveyard (Rufus Wainwright) (eheheh)
WHAT IS THE ONE THING YOU REGRET?
Education (Modest Mouse)
WHAT MAKES YOU LAUGH?
Crawl (Sparta)
WHAT MAKES YOU CRY?
So real (Jeff Buckley)
WILL YOU EVER GET MARRIED?
Saint John (Cold War Kids)
WHAT SCARES YOU THE MOST?
This modern love (Bloc Party)
DOES ANYONE LIKE YOU?
Race Car Ya-Yas (Cake)
IF YOU COULD GO BACK IN TIME, WHAT WOULD YOU CHANGE?
Love posing as a prostitute (Hocico)
WHAT HURTS RIGHT NOW?
Quero morder-te as mãos (Mão Morta)
WHAT WILL YOU POST THIS AS?
Evidence (Faith no More)
Passo esta corrente a: Carla, Puto, Xana, Mr. S-Xu, Kraak, Tiago, Daniel, Luís, Deia, Sam, Nuno e Alexandre Soares Silva. A ver realmente vamos.
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Na quinta-feira passada, estávamos nós, eu e o meu marido, a subir o Etna, já quase a chegar ao ciminho, quando aconteceu uma coisa extraordinária: começa a tocar na rádio o Last Goodbye, do Jeff Buckley. Ficámos caladinhos a ouvir; eu aproveitei para registar o momento em vídeo, e lá continuámos a subir. Ora víamos a Catânia, ora víamos o fuminho a sair do vulcãozinho; ora Catânia, ora fuminho. Catânia; fuminho. Sempre com o Last Goodbye de fundo. Obviamente, não fomos até à cratera a que se tem acesso de teleférico. Na noite anterior, de quarta para quinta, sonhei com um amigo que não vejo há seguramente cinquenta anos, o Sérgio, irmão do Hugo mecânico. Sonhei que o Sérgio era agora cabeleireiro e que estava muito feliz com o seu novo salão. E estava mesmo com muito bom aspecto. Por acaso até tinha de ir dar um jeito a este cabelo que me faz cabeça de morteiro e então fui ao cabeleireiro do Sérgio, não é tarde nem é cedo. Chego lá e o espanhol que era lá o top dos estilistas de cabelos, e que ia a passar no hall de entrada, pára à minha frente, olha-me nos olhos e depois na cabeça de morteiro que está à sua frente e dá-me uma cortadela artística na franja, como quem decide intervir, sem eu ainda lhe ter explicado o que queria. Sem ter pousado a carteira sequer. A coisa ficou mesmo horrível. Desatei a chorar, o espanhol à rasca, peço o livro de reclamações. Ninguém me quer dar o livro de reclamações, decido chamar a polícia, a polícia não vem, estou angustiada. O Sérgio - que é dele? -, nunca mais o vi. Obviamente, não fomos até à cratera a que se tem acesso de teleférico.
Na quinta-feira passada achei que era possível que toda a semana passada e alguns dias da anterior nunca mais acabassem. Hoje aqui estou eu, pronto. Pronta para responder à corrente que a Helena me passou. Dias felizes, dias felizes.
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Se isto não é o melhor som do momento, o que será. O que será, deus meu? O que será.
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muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito culta. mas mesmo muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito culta. emocionalmente culta.
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Carminho – a miúda que nos calou ontem à noite – e a sua dor profunda. Bravo!
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Cantava tudo, mas tudo, bem. E com moral e tudo, em alguns casos.
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Põe tu a Barco Negro, plise, que eu não sei se aguento.
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Toda esta conversa da Amália trouxe-me à memória as matinés de fado na Penha de França (oh, as saudades, as saudades). Para uma suburbana como eu, as matinés de fado (e a gingko biloba do jardim da Paiva Couceiro) eram das coisinhas mais bem boas que o mundo me podia oferecer. Nem precisava de me deslocar ao sítio: bastava abrir a janela para ouvi-los a cantar a pulmões abertos. Que maravilha! Mas um dia desloquei-me. Nessa tarde, a família Lemos (pai, mãe e filho) era a protagonista. A mãe, Lena Lemos, cantou o fado Voltaste, a música mais clarividente que me veio parar as ouvidos naquele ano (o ano passado). Googlei e, guess what, encontrei esta pérola da dor de corno. A letra é de um senhor chamado Joaquim Pimentel, e versa sobre uma senhora que é traída e perdoa, porque é melhor perdoar, derivado a gostar muito do amado ("Antes mentiras contigo do que verdades sem ti"). Aqui cantada por uma senhora chamada Adélia Pedrosa. Ora bem:
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Resta-me rezar aos santinhos para que o projecto Amália Hoje não esteja por aqui (pá, sei lá) e pegue no Voltaste. Que horror, só de pensar.
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mon chat et mon Idol
ensemble dans les rêves électriques
grâce à le Vingt-cinq Avril toujours
(le fascisme n'a jamais)
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Tudo gente 'sebem